quinta-feira, dezembro 29, 2005

My Funny Valentine ao som do soprar de velas, escuro e distinto



Três palavras, um cheiro teu que diga "sim" e que diga "pára" com voz manhosa
Eu quero todas as letras doces, odes ao que somos e que nunca ha de se saber
O brilho vitrificado dos teus olhos, que são pedras
Recebo as penas e de chagas abertas, sou todo teu o meu peito
Nu e indefeso, eu sou todo teu e o meu peito
Que arda sempre, rubro fervente, o teu bronze desalmado
Minha tosse sem calma, meus dias
Contarias nos dedos, cada um deles para cada uma delas
Tuas histórias de ninar

E eu já não fugiria para sempre do que é (ser) forte e simples e puro
e belo

4 comentários:

Lili Cheveux de Feu disse...

Lindas palavras doces, meu querido.
Nunca estás sozinho. Nunca.
Eu te abraço.

Ps: de quem é essa imagem maravilhosa???

Bowie Macgowan disse...

Eh o Chet....
O veio chet.

Maluco disse...

Chet é como as pessoas se comunicavam pelo IRC um tempo atrás.

Alucinógena disse...

O silêncio me ensurdeceu essa noite.