quarta-feira, dezembro 26, 2007

"On an island" e "Remember that night"


"On an island", David Gilmour, 2006

Eu comprei a minha cópia do álbum "On an island" (David Gilmour, 2006) em Dezembro do ano passado, e minha cópia do DVD "Remember that night" (D. Gilmour, 2007) somente alguns meses após o seu lançamento. A cópia de "On an island", eu fiz questão de comprar uma edição especial para colecionadores disponível somente no Japão, já que eu ainda estava por lá. Não me arrependi nem um pouco: Além dela conter um DVD bônus com uma prévia do "Remember that night", ela também me deu um passe para fazer o download gratuito de "Island Jam 2007", uma faixa bônus que constava no site do D. Gilmour somente para quem havia comprado o disco.

E a cada audição do álbum, eu sentia algo complicado até de se explicar. Não era exatamente algo ruim, mas algo que inquietava. Como se sentisse saudades de um lugar diferente de onde quer que eu estivesse, e não importasse onde eu estivesse, sentiria saudades mesmo assim. É como sentir saudades de algo que não ocorreu (ainda). Explico-me: É como se mesmo que estivesse no Japão, sentiria saudades do Brasil, e vice-versa. O fato é que eu não saberia dizer exatamente de onde ou quem eu sentia aquilo, e não importa onde e quando, a inquietação viria à tona sempre que se ouvisse o disco.

Ao assistir o DVD "Remember that night", justamente após a faixa título do álbum, "On an island", o Sr. D. Gilmour explica para todos que assim o sentiram durante as audições do álbum: "Esta foi 'on an island', uma canção que fala de sentir a falta de pessoas e momentos que passaram e que já se foram para sempre". Entendi e acreditei: Era de propósito. Sinal de que compreendi bem o propósito, não apenas da faixa, mas do disco como um todo.


"Remember that night", David Gilmour, 2007. De fato, uma noite para ser lembrada por todos os que estiveram presentes, e compartilhada por todos nós que podemos assistir ao registro.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Recesso

Maluco em estado de graça em algum pub londrino.
Eu, sob tratamento por aqui em Belém. Não, não senhores... Ainda não é tratamento psquiátrico não.

Não sei da Alucinógena.
Nem da Galáctica.

Recesso de fim de ano para todos, portanto boas festas, com ou sem exageros!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Perú - Segunda parada: Lima

Nem preciso dizer que tenho cara de turista. Num país onde só se fala espanhol, eu cheguei falando inglês e português.

Começou pela brincadeira do taxi. Uma corrida que deveria custar 20 Sóis (ou Soles, em espanhol) saiu pela bagatela de 65 sóis. Mas como eu ia saber previamente.

Lima é uma cidade gigantesca, suja, desorganizada, ou seja tem tudo que uma metrópole precisa ter. Tem mais ou menos 8 milhões de habitantes.

Sem querer entrar em detalhes, o bairro do hotel que eu fiquei era tranquilo. A temperatura também é muito agradável. No período que fiquei por lá, não fez mais calor que 20 graus Celsius.

Foi lá também que eu encontrei pela primeira vez o Pacífico. O seu Pacífico do ataque a Pearl Harbor. Dos 2 ataques da bomba atômica, dos testes nucleares na Polinésia Francesa. Enfim, o Pacífico.


Desde quando Djavan me transformou em verbo, eu fiquei sem ação...


Praticamente na mesma hora que conheci o Pacífico, encontrei também um velho conhecido americano. Cheio de boobs, com 'chicken wings' e muito amor pra dar, a corujinha do Hooters:



Mas o mais importante dessa viagem foi perceber que Lima, diferente de outras cidades famosas no mundo, tem uma preocupação e um valor heterossexual a preservar. E no hotel que eu fiquei hospedado, existia um regulamento:


Atenção ao ítem 12, por favor.


E assim terminou mais uma viagem do maluco.

domingo, dezembro 16, 2007

little boots



Calígula (Tinto Brass, Bob Guccione, 1980)

Comprei a edição de 20 anos de aniversário de Calígula em DVD por uma bagatela, mais uns outros tantos títulos que comento outro dia. Vende-se a idéia de que se trata de uma versão sem cortes, mas confesso que o filme me chocou bem menos do que quando o assisti pela primeira vez, há uns 15 anos. Bom, em dias de pornografia asiática com direito a estupro e masoquismo, não é um pornô-artístico que irá chocar alguém. Diz a capa que foi remasterizado, mas eu não percebi. Mesmo assim, vale cada centavo. As cenas nuas de Teresa Ann Savoy já pagam o filme, bem como a atuação magnífica de Malcolm McDowell.

Para quem não conhece, o filme foi lançado pela Penthouse Films, vertente da empresa americana do erotismo, que também tem sua história em filme de hollywood (The people vs. Larry Flint) com a atuação não menos brilhante do Natural born killer Woody Harrelson, e que conta a história do imperador Calígula, jovem, imaturo e louco demais para dar conta de uma Roma seca por corrupção. Calígula (em português, "botinhas") mantinha uma relação extra-oficial aberta com sua irmã Drusilla (T. Ann Savoy) e também era casado com a mulher mais libertina de todo o império. Cenas de traição, assassinato, sexo explícito, pererecas e axilas cabeludas e loucura extrema que imortalizam o filme de forma poética e magistral. Alugado, comprado, copiado, mulado... Qualquer mídia que seja o caso, o filme vale cada segundo de atenção devido. A edição de 20 anos tem cenas inéditas dirigidas por Bob Guccione.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

I wanna be a superman

Chico Buarque conta como tentou ser Oscar Niemeyer.

Ei, porra!!! peraê, peraê!!!
Um dos caras faz 100 anos e diz que bebe vinho, fuma charuto e dá umazinha TODOS OS DIAS!
Já o outro, é o terror dos maridos, o Ultra-Ricardo, aquele que come as nossas esposas SOMENTE COM O OLHAR.

Agora, tu já pensaste se um se torna o outro, e vice-versa? O que resutaria disso? Um misto de Juvenal Antena e Cap. Nascimento regado a poesia cinqüentista, daquelas de arrepiar os poros da menina ao se falar cordialidades safadas ao pé do ouvido?

Ainda bem que a matéria em questão fala de como o Chico Buarque já sonhou um dia em ser arquiteto... Ufa!
Mesmo assim... Tu já pensaste?

Todo mundo quer amor de verdade

Agradecimento

Gostaria de agradecer a última sexta-feira do ano.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Pensando bem, seria tão melhor ter passado as férias no Brasil...


Caso nosso amigo constate que o link do título deste post diz a verdade, é o que ele pensará.
Esperemos que não.
Esperemos que não...

A Alzira já não ficará mais nua na novela


Alzira, vulga Flávia Alessandra, cujas tetas purpurinadas já elevaram tanto o meu ibope, no sofá de minha casa...

Link no título.

Sacanagem do Aguinaldo Silva.
Ele começa matando o Juvenal, que é um exemplo, uma aula de macheza para todo o povo brasileiro...
E agora ele acaba com o maior alavancador de ibope masculino (se é que vocês me entendem por "alavancar"...).
Pronto! Era só o que me faltava!
E assim teremos mais uma novela chata na rede globo!

terça-feira, dezembro 11, 2007

The songs remains the same


E só por um tantinho, mais um tantinho, que nosso maluco-mor não assistiu ao show de prima, em Londres, na primeira fila, naquela formada pelos seguranças que impedem de as pessoas subirem no palco...

Link no título

Incógnita

Pessoa esquecida
Que não se lembra
Apática
À parte
Se parte
Não mais se debate...


/me contando as horas!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Enquanto o Bowie odeia as dicotiledôneas...

Eu tenho medo das tarântulas, vulgo, caranguejeiras.

O engraçado é que não tenho medo de outras aranhas. Até brinco com umas maiores do que a palma da minha mão que aparecem aqui em casa (sabe como é casa velha). Não chego a tocar, no máximo eu espanto com batidinhas na parede porque todo mundo se apavora com elas. Mas a calma vai pro brejo com uma caranguejeira.

Essa noite, abri a janela do meu quarto e encostei nela pra brincar com meu cachorro, que passa a noite apreciando a vista do terraço de casa. Braços encostados no "parapeito", mãos penduradas pra fora, toda tranqüilidade do mundo até que, pelo cantinho do olho, dou de cara com uma aranha E-N-O-R-M-E, centímetros da minha mão.

Paralisei! Parecia que se eu respirasse mais forte, ela ia pular no meu braço, ou no meu rosto (sim, ela veio subindo pela parede). Fiquei feito um 2 de paus sei lá quanto tempo. Não sabia se rezava pra ela seguir subindo e se afastar ou pra ficar parada até eu conseguir fechar a janela. Se ela seguisse era capaz de entrar no quarto - aí fodeu!

Reuni os frangalhos de coragem, puxei os braços pra dentro e fechei a janela devagar. Só tive coragem de abrir a janela de manhã, mesmo assim, só a parte de madeira, o vidro continua fechado até agora.

Pra tentar "exorcisar" o pavor, procurei uns sites (título) que falassem sobre elas e descobri que, ao contrário do que eu pensava, nem todas as caranguejeiras são muito peçonhentas pro homem. Inlusive, essa que me apavorou a noite toda, nem agressiva é, tanto que é uma das mais adotadas como bichinho de estimação.

Mas tá foda! Isso não mudou nada o meu pânico...

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Eu ODEIO as dicotiledôneas...

E as monocotiledôneas também.
Culpa do meu trabalho, e nada que ver com nosso amigo Hans e suas frutas (link ao lado).

Alguém que entenda de botânica pra me ajudar a formular uma classificação geral de todos os grupos de base dessas porras de plantas, pra pôr num site?

Guitarra que se afina sozinha é mostrada no Japão





cabuloso...

domingo, dezembro 02, 2007

A história do Rock 0.0.1 - Negro e astuto feito gato preto.

Fazia calor na tarde tediosa da Bahia de todos os santos.
Raul recém ganhara do pai um aparelho de rádio AM, retribuição às suas boas notas na escola. Movidos mais pelo tédio que pela curiosidade, Jerry gira um dos botões e liga o rádio novo de Raul, enquanto sorvia goles quentes de Guaraná Jesus, presente de sua tia residente nas longínquas dunas maranhenses.
"Mexe nisso não, Jerry. Painho briga se escangalhar, e o rádio é novinho"
Jerry Adriani não dá a mínima para o que diz Raul, e sintoniza numa rádio local, cuja voz negra mal-sintonizada chamou a atenção de Raul: "...oooh, my ding-a-ling, ding-a-ling, ding-a-ling..."

Raul cai compulsivo no chão.
"que é isso, rapaz! tá passando mal! Vou chamar a tia!" dizia Jerry enquanto Raul se retorcia todo no piso da sala.
"Carece não, carece não. Tô só imitando o rapaz no rádio" Aumenta o volume um pouquinho mais?"
"Imitando o que? Ôxe, que eu não vejo ninguém se retorcendo assim todim não... Mas que é um tal de "ding-a-ling" danado que ouço e nadinha mais, visse?"

Eis que entra no recinto o pai de Raul, já afrouxando a cinta para passar lição merecida nos dois moleques. "Vamo parando com isso, os dois! Raul, de barriga pra parede agora, que eu te mostro já o peso da minha cinta de couro, seu cabra muito sem vergonha!"

Mas Raul esquivou-se dos golpes e da peleja do pai, ainda se contorcendo e sacudindo pelo chão.

"Uau, parece uma pantera..." Pensou alto Jerry, o próximo na mira de tamanha fúria do pai de Raul.

sábado, dezembro 01, 2007

A HISTÓRIA DO ROCK

Raul já estava de saco cheio. Já tinha ido em Peg-Pags do munto todo, já tinha visto cristo ser crucificado, virou mosca, virou sopa, e achava que faltava alguma coisa.

Juntou uma carteira de cigarro, uma garrafa de vodca, virou pra Paulo Coelho e falou:

- Quer saber? Eu vou pros EUA das Américas.
- Que é isso bicho??? E vai deixar o baseado inteiro todo só pra mim cara?
- É podescrer. Essa viagem pode esperar mais 10 minutos. Falou o maluco beleza.

E depois de puxar mais um baseado, Raul filosofava com Paulinho.

- Po Paulo, depois que a gente viu aquele ET em Copacabana... depois que a tal da Sociedade Alternativa não vingou, eu fiz uns rabiscos aqui cara... sabe, nada sério, sobre um pastor que sonha demais sobre a mesma coisa. Fica pra tú, bixo. Eu vou pros EUA das Américas e tu podes.. sei lá cara... entende? Faz qualquer coisa com esse livro aí.

E foi assim que Raul se despediu de Paulo Coelho e zarpou pra América. Como ele foi a pé, ele chegou primeiro no sul dos EUA.