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terça-feira, dezembro 04, 2007

Enquanto o Bowie odeia as dicotiledôneas...

Eu tenho medo das tarântulas, vulgo, caranguejeiras.

O engraçado é que não tenho medo de outras aranhas. Até brinco com umas maiores do que a palma da minha mão que aparecem aqui em casa (sabe como é casa velha). Não chego a tocar, no máximo eu espanto com batidinhas na parede porque todo mundo se apavora com elas. Mas a calma vai pro brejo com uma caranguejeira.

Essa noite, abri a janela do meu quarto e encostei nela pra brincar com meu cachorro, que passa a noite apreciando a vista do terraço de casa. Braços encostados no "parapeito", mãos penduradas pra fora, toda tranqüilidade do mundo até que, pelo cantinho do olho, dou de cara com uma aranha E-N-O-R-M-E, centímetros da minha mão.

Paralisei! Parecia que se eu respirasse mais forte, ela ia pular no meu braço, ou no meu rosto (sim, ela veio subindo pela parede). Fiquei feito um 2 de paus sei lá quanto tempo. Não sabia se rezava pra ela seguir subindo e se afastar ou pra ficar parada até eu conseguir fechar a janela. Se ela seguisse era capaz de entrar no quarto - aí fodeu!

Reuni os frangalhos de coragem, puxei os braços pra dentro e fechei a janela devagar. Só tive coragem de abrir a janela de manhã, mesmo assim, só a parte de madeira, o vidro continua fechado até agora.

Pra tentar "exorcisar" o pavor, procurei uns sites (título) que falassem sobre elas e descobri que, ao contrário do que eu pensava, nem todas as caranguejeiras são muito peçonhentas pro homem. Inlusive, essa que me apavorou a noite toda, nem agressiva é, tanto que é uma das mais adotadas como bichinho de estimação.

Mas tá foda! Isso não mudou nada o meu pânico...